Hackers “do bem”
Especialistas
em informática cadastrados pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) vão tentar burlar o sistema
de urnas eletrônicas adotado nas eleições
nacionais. Ao todo, 26 inscrições foram
feitas — e aceitas — para integrar o desafio
proposto pela instituição, cujo objetivo
é garantir mais segurança e credibilidade
ao procedimento eleitoral. Reunidas em 10 grupos,
as equipes farão testes entre os dias 10 e
13 de novembro. Haverá premiações
para aqueles que chegarem mais próximo do objetivo
sugerido inicialmente. A equipe que vencer a disputa
ganhará R$ 5 mil. O segundo e terceiro colocados
também serão premiados, com R$ 3 mil
e R$ 2 mil.
Os
hackers tentarão quebrar o sigilo do voto ou
alterar os votos digitados. Para isso, estipularam
por conta própria o prazo necessário
para realizar a tarefa, que varia de uma hora a até
quatro dias de trabalho. Há cerca de um mês,
o tribunal promoveu audiência pública
de convocação para a aplicação
dos testes de segurança. O edital foi sugerido
pelo ministro Ricardo Lewandowski, após PT
e PDT terem apontado a necessidade de testar a segurança
dos aparelhos. Os interessados pelo desafio são
de áreas como ciência da computação
e engenharia eletrônica. O voto eletrônico
de todos os eleitores do país foi possível,
pela primeira vez, nas eleições municipais
de 2000