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Dez
soldados franceses morrem no Afeganistão;
Sarkozy
viaja ao país
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O presidente francês,
Nicolas Sarkozy, anunciou nesta terça-feira
que viajará ao Afeganistão, onde dez
soldados franceses morreram e 21 ficaram feridos
em combate após uma emboscada realizada por
insurgentes do Taleban [grupo extremista islâmico].
"Em seu combate
contra o terrorismo, a França acaba de ser
duramente atingida", afirmou Sarkozy, em um
comunicado divulgado hoje pelo Palácio do
Eliseu.
Após afirmar que sua determinação
está "intacta", o chefe de Estado
disse que a "França está resolvida
a continuar a luta contra o terrorismo, pela democracia
e pela liberdade. A causa é justa, defendê-la
é a honra da França e de suas Forças
Armadas".
Sarkozy confirmou
que dez soldados franceses morreram e 21 ficaram
feridos durante "uma missão conjunta
de reconhecimento com o Exército nacional
afegão", na região de Cabul.
Segundo o comunicado, foram feitos esforços,
com apoio dos aliados, "para apoiar e resgatar
nossos homens presos em uma emboscada de violência
extrema".
Emboscada
Uma emboscada realizada
por um grupo de cerca de cem insurgentes deu início
a uma batalha que acabou deixando os dez soldados
mortos --na maior baixa das forças internacionais
em combate no Afeganistão em mais de três
anos. A batalha aconteceu no distrito de Surobi,
cerca de 50 km a leste da capital Cabul.
Um oficial da segurança
afegã disse que quatro dos dez soldados haviam
sido seqüestrados pelos insurgentes e mortos.
Ele falou em condição de anonimato
porque não estava autorizado a dar declarações.
A Otan disse que
reforçou seu apoio às tropas francesas
após os cem insurgentes terem lançado
o ataque e informou também que "um grande
número" de insurgentes morreu. O Ministério
da Defesa afegão afirmou, em Cabul, que 27
insurgentes morreram ou ficaram feridos nos combates.
Sarkozy prestou
homenagem aos soldados franceses que cumpriram seu
dever "até o sacrifício supremo",
e transmitiu suas condolências aos familiares
e próximos "em nome da nação",
além de manifestar sua simpatia e apoio aos
feridos.
"Compartilho
igualmente o pesar de seus colegas e de todos os
militares franceses. Ainda esta noite viajarei ao
Afeganistão para garantir que a França
está a seu lado", afirmou o chefe de
Estado, que renovou a confiança da França
aos militares franceses no desempenho de sua missão
no Afeganistão.
Números
Mais de 2.000 militares
franceses estão mobilizados no país
dentro da Isaf (Força Internacional de Assistência
à Segurança), principalmente na região
de Cabul e na Província de Kapisa, ao nordeste
da capital afegã. Antes das baixas de ontem,
12 soldados franceses haviam morrido no Afeganistão
em operações militares, atentados
ou acidentes.
O ataque pode ser
considerado também o mais mortífero
contra as tropas internacionais desde junho de 2005,
quando 16 norte-americanos foram mortos na Província
de Kunar. Eles morreram quando o helicóptero
em que estavam foi atingido por um míssil.
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