Encontro
entre PNH/MINUSTAH
para consolidar as relações
O posto de controle
número 16 de Cité Soleil, recebeu
no dia 08 de Agosto para uma reunião o
Diretor Geral da Police Nationale d’Haïti
(PNH), Mario Andrésol,
o Comandante da Força Militar da MINUSTAH,
General Carlos Alberto dos Santos Cruz
e o Comissário de Polícia das Nações
Unidas Mamadou Mountaga Diallo.
O objetivo do encontro foi de reforçar
as relações entre a PNH, os soldados
e os policiais das Nações Unidas
presentes em Cité Soleil.
"As boas relações entre as
três forças presentes m no terreno
são indispensáveis à boa
realização do trabalho", declarou
o General Carlos Alberto dos Santos Cruz, durante
o encontro coma presença de membros responsáveis
da PNH, da Força Militar e da Polícia
das Nações Unidas em Cité
Soleil.
Na ocasião
os representantes da Polícia Haitiana e
da MINUSTAH discutiram pontos de trabalho conjunto
efetuado pelas forças presentes no terreno.
O encontro permitiu igualmente reforçar
a necessidade dos laços existentes entre
eles.
Este encontro
acontece após o incidente de 6 de Agosto,
entre os cascos azuis da MINUSTAH e de dois policiais
haitianos acantonados na Comissaria de Cité
Soleil. Os agentes da MINUSTAH foram acusados
de molestar os policiais.
Como observou
o Comissário Mamadou Mountaga Diallo, a
colaboração no terreno é
indispensável. "Nos somos como vocês,
nós os apoiamos. Nós trabalhamos
no mesmo terreno para a mesma missão",explicou
o comissário.
O Diretor Geral
da PNH falou no mesmo sentido. "A PNH não
tem interesse na partida dos cascos azuis de Cité
Soleil poi sela aumenta nossa capacidade de assegurar
a todos a segurança".
Para definir a
as ações das três forças
operando na região de forma mair eficienter,
Mario Andresol afirmou que é importante
estabelecer « procedimentos entre as diferentes
forças afim de evitar todos os problemas
no futuro ».
Nesta reunião,
também participaram o Diretor do Departamento
l'Ouest da PNH, Ralph Stanley Jean Brice, o chefe
do Sub-Commissário de Cité Soleil,
inspetor Rosemond Aristide, e dos responsáveis
militares brasileiros pelo posto de controle número
16 de Cité Soleil.
| Sábado 09
Agosto 2008 |
O
Globo |
Soldados
da Força de Paz teriam
espancado policiais haitianos
Jailton
de Carvalho
BRASÍLIA.
O comandante das tropas de Paz no Haiti, o general
Alberto Santos Cruz, determinou a abertura de
uma investigação para apurar a denúncia
de que cerca de dez militares da missão,
comandada pelo Brasil, teriam agredido dois policiais
haitianos quarta-feira. Os haitianos, identificados
como Osnald Denis e Donson Bien-Aime, estavam
à paisana numa rua de Cité Soleil,
a maior favela do Haiti, na parte sul da capital,
Porto Príncipe. Segundo a agência
de notícias Reuters, o ataque fora aparentemente
gratuito.
O general disse, no entanto, que não há
qualquer indício claro, até o momento,
de que os haitianos tenham sido agredidos. Para
ele, tudo não passou de mal-entendido.
Os dois haitianos foram presos, mas segundo o
general não houve agressão. O Exército
classificou o fato como um "pequeno incidente"'.
- A Reuters tinha que ter mais responsabilidade
para divulgar essas informações
- disse o general ao GLOBO, irritado. - Houve
um incidente, mas não é o que está
sendo reportado.
Policiais
haitianos não teriam obedecido ordens
A agência
de notícias cita testemunhas e o relato
do prefeito de Cité Soleil, Wilson Louis.
O general relata que, na quarta-feira, um grupo
de militares pediu para algumas pessoas se afastarem
da entrada de um prédio do comissariado
do Haiti, em Cité Soleil. Segundo o general,
todos atenderam as ordens, menos dois homens.
Os dois também se recusaram a se identificar.
Teriam dito que eram policiais e que não
sairiam. A partir daquele momento começou
a confusão. Um policial foi agarrado e
o outro teria sido apenas conduzido até
uma delegacia local. Um dos dois, que estaria
mais nervoso, desmaiou.
Cruz Santos afirma que a palavra final será
dada pela comissão de sindicância
formada por um militar e um civil. Os policiais
estavam recebendo tratamento médico em
um hospital local.