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Brasil pode integrar tropas da ONU no Haiti a partir de 1º de junho
Milena Galdino Repórter da Agência Brasil Com informações das Nações Unidas
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, propôs o envio de tropas militares e forças policiais da ONU ao Haiti a partir da segunda quinzena de maio. A missão pela estabilização do território terá 8,3 mil homens e deverá substituir, em 1º de junho, os 3,6 mil soldados norte-americanos, franceses, chilenos e canadenses da Força Interina Multilateral, liderada pelos Estados Unidos.
O Brasil é um forte candidato ao comando das forças da ONU no país. Contudo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro, na última terça-feira, que o País só assumirá o compromisso de liderar as forças militares se houver a colaboração efetiva das demais nações. "Nossa missão só terá sentido se estiver em estreita sintonia com os países da região", afirmou durante a formatura de novos diplomatas no Itamaraty.
No relatório entregue ao Conselho de Segurança, Annan observa que a nova missão de estabilização deve ser formada por 6,7 mil soldados, 1,6 mil policiais civis e por um corpo de apoio formado por civis haitianos e de outras nações. O prazo de ação no Haiti seria de 24 meses, suficiente para que haja novas eleições e para que o desarmamento dos grupos de extermínio seja completo.
"As Nações Unidas falharam em desenvolver parcerias consistentes com a sociedade haitiana em todos os níveis", reconheceu Kofi Annan no relatório. "A ajuda financeira não gerou os furtos esperados porque os recursos foram mal direcionados e não levaram em conta as deficiências do local em absorver as capacidades", admitiu o secretário-geral.
Ele sugere a ampla participação dos líderes haitianos na fase de transição, inclusive assumindo responsabilidades. Embora tenha recebido bem o Pacto de Consenso na Transição Política, que dá voz aos líderes haitianos nas escolhas feitas durante a ação da força internacional, Annan criticou a não-inclusão dos líderes locais no âmbito das decisões mais significativas.
O documento assinado por Kofi Annan garante que a maior parcela da população concorda que as eleições municipais, parlamentares e presidencial devem acontecer até o final de 2005, e que o novo presidente deve tomar posse no dia 7 de fevereiro de 2006.
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Batalhão de Infantaria Motorizado do RS vai integrar Missão da Paz no Haiti
Lupi Martins Repórter da Agência Brasil
Porto Alegre, 24/4/2004 (Agência Brasil - ABr) - Cerca de 350 homens do 19º Batalhão de Infantaria Motorizado (19º BIMTz), de São Leopoldo, a 35 quilômetros da Capital, estão se preparando há mais de um mês para integrar a Missão Brasileira de Manutenção da Paz, que deverá viajar em junho para o Haiti.
A missão será composta por tropas de São Leopoldo, Goiânia, Rio de Janeiro e Caçapava (RS) e terá como função o patrulhamento, primeiros socorros, segurança de prédios públicos e hospitais.
Para o comandante do 19º BIMTz, tenente-coronel Ezequiel Bezerra de Macedo, o batalhão já tem, a experiência em missões no Timor Leste e Argentina, sendo o único no País, especialmente capacitado para desenvolver esse tipo de trabalho em missões internacionais de paz.Ele destaca que o Batalhão realiza treinamento com modernos armamentos e equipamentos de fabricação alemã e canadense.
Depois do conflito que depôs o presidente Jean Bertrand Aristide, o Haiti enfrenta as dificuldades de reconstrução, com problemas de luta pelo poder, falta de comida, água e luz.
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Missão brasileira no Haiti só tem sentido se houver sintonia com países da região, diz Lula
Milena Galdino Repórter da Agência Brasil
20/04/2004 -Brasília - Lula comentou hoje sobre a oferta do Brasil em comandar as forças de paz das Nações Unidas (ONU) no Haiti, advertindo que ela está condicionada ao efetivo engajamento da comunidade internacional com a reconstrução do país. "Nossa missão só terá sentido se estiver em estreita sintonia com os países da região", frisou.
O presidente afirmou que o Brasil continuará defendendo uma reforma ampla e profunda da ONU. "Para torná-la um organismo mais representativo e eficaz", explicou Lula. Ele afirmou que vai insistir no convite que faz aos líderes mundiais a se engajarem no cumprimento das metas do milênio, a começar do combate à fome. "Combater a fome e a pobreza ainda é o melhor remédio ao desafio de enfrentar a frustração e desesperança que nutrem a violência e o terrorismo", advertiu o presidente no auditório do Palácio do Itamaraty.
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Brasil deve enviar 1.470 militares para Força de Paz no Haiti
Marcos Chagas Repórter da Agência Brasil
08/04/2004--Brasília - As Forças Armadas brasileiras estão treinando um contingente de 1.470 militares, que deverão comandar uma força multinacional de paz no Haiti. O anúncio foi feito hoje pelo ministro da Defesa, José Viegas, depois de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.
Viegas ressaltou que os militares brasileiros deverão embarcar para o Haiti provavelmente em julho. O planejamento feito pelas Forças Armadas é de que os brasileiros fiquem naquele país por seis meses. O ministro destacou, no entanto, que esse prazo pode ser prorrogado. Com o Brasil comandando a Força de Paz das Nações Unidas no Haiti, países como Chile, Peru e Argentina já demonstraram a intenção de enviar militares, informou o ministro.
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