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Legenda de Juba “o Sniper”
Persegue as Tropas Americanas no Itaque
Defesa @ Net
Neste texto do jornal que circulas entre as
tropas americanas encontramos a razão
da
compra de 5.000 fuzis Sniper Dragunov pelo
governo da Venezuela. Talvez a busca de criar
a mística de 5.000 Juba no Caribe, ou
mais prático lembrar aos venezuelanos
o 11 Abril 2002. |
Monte
Morin, Stars and Stripes
BAGDÁ – Em um país onde os rumores
tornam-se realidade, e os relatos iniciais de combate
quase sempre são errôneos, parece que
pouco pode ser feito para parar a legenda de Juba,
o franco-atirador ou “Juba the Sniper”.
Páginas da web de grupos Islâmicos,
estórias em quadrinhos, vídeos e canções
têm por quase dois anos exaltado os feitos
de “Qannas Baghdad,” o sniper insurgente
apócrifo a quem são creditados inúmeros
sucessos — muitos falam em centenas —
de soldados americanos e iraquianos mortos nos quarteirões
da capital do Iraque.
Como uma história de Guerra, Juba teria sido
capturado ao menos duas vezes, somente para fugir
novamente, em um estilo Freddie Krueger, como mencionado
na propaganda dos insurgentes e nos briefings das
patrulhas dos soldados americanos.
“Sim ele é real,” insistiu “Bobbie,”
um interprete iraquiano que tem trabalhado com as
tropas Americanas nos últimos dois anos.
(Interpretes iraquianos que trabalham com as forces
americanas não dão seus nomes reais
com medo das represálias dos insurgentes.)
“Ele matou muitas pessoas. Ele foi treinado
no tempo do Saddam. Ele pode me acertar, quando
caminho. Ele pode me acertar, quando corro. Ele
pode me acertar, quando estou em um veículo.
Ele é muito bom.”
Nos últimos meses entretanto os feitos de
Juba arrefeceram.
Para os seus fãs, Juba foi morto ou capturado.
Para aqueles que nunca acreditaram na sua existência,
a explicação é que o mito Juba
tomou o seu curso e desapareceu.
“É como a perda do charme,” afirmou
o correspondente da CNN Michael Ware. “Ele
não era nada mais que um mito que a Internet
criou.”
Enquanto os porta-vozes das Forças Americanas
sempre negaram a existência de Juba, rumores
tinham chegado até a tropa. Para eles o mito
era uma ameaça real. Em muitos relatos, Juba
percorria as ruas da capital escondido em uma van,
como o misterioso sniper, na capital americana,
Washington, em 2002, disparando contra as vítimas
através de aberturas no veículo.
Em outras, Juba
armado com um fuzil russo Dragunov
sempre deixava uma mensagem proclamando, “O
que foi tomado com sangue só pode ser retomando
com sangue — O Sniper de Bagdár.”
Céticos afirmam que Juba não era somente
um, mas vários snipers. Em vez disso ele
era resultado do medo e tensão por parte
dos soldados americanos, assim como da propaganda
inimiga, que procurava solapar a moral dos soldados.
“Juba o Sniper? Ele é criação
dos soldados americanos,Capitão Brendan Hobbs,
31, de Tampa, Flórida, comandante da Companhia
C, 2º Batalhão, 14º Regimento de
Infantaria. “Nós mesmos criamos esse
mito.”
Hobbs, cuja companhia é parte da 2ª
Brigada, 10ª Divisão de Montanha, liga
a legenda de Juba aos rumores que circularam nos
primeiros meses da Guerra que inúmeros snipers
Chechenos operavam no Iraque.
Para ser correto, snipers insurgentes operaram e
ocasionaram muitas baixas às Forças
Americanas e iraquianas da Província de Anbar
à Bagdá.
Após uma relativa calma no início
do “Plano de Segurança de Bagdá”
— teve início uma campanha para aumentar
a tensão histórica entre as comunidades
muçulmanas Shiita e Sunita — e franco
atiradores reapareceram como uma presença
mortal.
Na “New Baghdad”, uma comunidade de
população Shiita com fronteira aos
pontos fortes do Exército Mahdi na Cidade
de Sadr, ações de sniper mataram dois
soldados americanos recentemente.
“Dois soldados mortos por um sniper, em dois
dias consecutivos — não ouvíamos
isso há tempos,” afirmou um oficial
do 1º Batatlhão, 8º Regimento de
Cavalaria, 2º Brigade Combat Team, 2ª
Divisão de infantaria.
No Distrito de Segurança 9 Nissan de “New
Baghdad”, onde ataques e assassinatos caíram
cerca de 70% durante os dois primeiros meses do
Plano de Segurança, os comandantes afirmam
que os moradores desejavam trocar informações
com os soldados, que operavam nos postos da região.
Mas com as recentes mortes provocadas por snipers,
assim como um aumento nos ataques por “explosively
formed projectiles” –EFP (Nota Defesa@Net
– EFP é uma variante mais recente do
IED), as tropas afirmam que a lua de mel acabou.
Na colorida e deserta fábrica chamada de
Cobra Cabana que atualmente serve como posto militar
avançado em “New Baghdad” —
soldados e oficiais afirmam que estão antecipando
um Abril violento, agora que o clérico radical
Muqtada al-Sadr renunciou a uma chamada anterior
para que os seus seguidores abandonassem as armas.
E com a violência o retorno de “Juba
the Sniper”.
A unidade do Capitão Joseph Rosen, 30, de
Leesville, Lousiana, comandante da Companhia C,
1-8 Cavalaria, tem os seus soldados acampados na
fábrica e estes especularam sobre a ameaça
de Juba. Com Juba ou sem Juba, eles afirmam que
pensam em manter suas cabeças abaixadas.
“Eu sei que tem um sniper com inúmeras
vitórias,” afirmou o Sargento Maxwell
Davis, 30, de Marfa, Texas. “Eu penso que
esse pessoal não é de fato sniper.
Eles são como “marksmen”. Eles
estão nos observando, é o que eu tenho
a falar.”
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Um
metralhador em um HUMVEE, em patrulha na Bagdá
Leste, seu capacete quase nem aparece no vidro
blindado. Dias antes um sniper atirou e matou
um soldado de seu pelotão.
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Defesa
@ Net
Marksman
São
atiradores incorporados às unidades
tanto do Exército Americano como Fuzileiros
Navais, também chamados de “Sharpshooter”
Marksman
X Sniper.
Os
“Marksmen” raramente operam de
forma individual e atuam integrados as suas
unidades. O “Marksman”, entretanto,
opera como um membro regular de uma unidade
onde suas qualidades são empregadas,
quando o tiro de precisão é
necessário no decorrer das operações.
Snipers
atuam em missões específicas
e em equipes constituídas de um observador
e um atirador. Enquanto “snipers”
são intensamente treinados para dominar
o conhecimento técnico e em camuflagem,
estes conhecimentos não são
requeridos dos “marksmen”.
Há
diferenças nas atividades e treinamento
que afeta as doutrinas e equipamento. Snipers
baseiam-se em tiros de precisão, mas
com baixa cadência de tiro. Muitas vezes
um ou dois tiros em seqüência,
enquanto o “marksman” pode empregar
uma seqüência de tiro mais rápida
embora menos preciso e a uma distância
mais curta.
Os
“marksmen” são incluídos
ao nível de companhia enquanto os snipers
são sempre anexados a um nível
mais elevado como batalhão.
O
Sniper na terminologia brasileira é
chamado de caçador. Nas unidades também
há um atirador selecionado que leva
um Fuzil com mira telescópica, porém
não há um nome específico
para essa função.
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