5.000 Fuzis Dragunov
Chávez
confirma compra de fuzis para
se proteger de eventual ataque dos EUA
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ABN)
Caracas, 19 ago (EFE).- O presidente
da Venezuela, Hugo Chávez, confirmou hoje
a compra de "vários" fuzis russos
Dragunov para franco-atiradores que atuariam em
uma "guerra de guerrilhas" em caso de
um eventual ataque dos Estados Unidos.
"O
poder militar é parte do poder popular"
e o fortalecimento deste é "a
única maneira de o império não
tornar concreta sua ameaça contra nossa democracia",
expressou o governante em seu programa dominical
de rádio e televisão estatal "Alô,
presidente!".
Chávez confirmou
a compra desses fuzis dotados de mira telescópica
e acrescentou que eles também terão
dispositivos de visão noturna.
A imprensa venezuelana
informou na última semana que Caracas negociava
com Moscou "a aquisição de cerca
de cinco mil fuzis Dragunov modernizados e fabricados
pela empresa Izhmash", e que isso "preocupa
os EUA".
A inquietação
de Washington a respeito de Chávez já
levou a diversas suspensões de venda de armas
e equipamentos que tivessem componentes americanos.
Chávez assegurou
no dia 3 de junho que seu Governo reforçou
sua "alianças estratégicas"
durante uma viagem que fez pouco antes por Rússia,
Belarus e Irã.
Sobre sua visita
à Rússia, entre 28 e 30 de junho,
o governante destacou suas "importantes"
conversas com o presidente Vladimir Putin sobre
diversos aspectos econômicos, entre eles o
projeto de criar um "banco binacional"
para apoiar projetos de desenvolvimento conjuntos.
Destacou também
as conversas "de alto nível" sobre
a ampliação da "cooperação
técnico-militar", que nos últimos
dois anos envolveu cerca de US$ 3 bilhões,
com as compras venezuelanas de 50
helicópteros,
24 aviões caças Sukhoi-30MK2
e 100
mil fuzis AK-103 de fabricação
russa.
O chefe de Estado
disse ainda que avaliava a aquisição
de submarinos russos e de "outros helicópteros
e outros equipamentos militares diversos".
"Mas não
se assustem, isso não é para atacar
ninguém, é para nos defender",
reiterou Chávez, ao referir-se às
preocupações e queixas de Washington
por essas compras de armas.
A Rússia
se transformou no principal fornecedor de armas
à Venezuela, apesar das reservas dos Estados
Unidos e suas tentativas de impedir essas transações,
por considerar que não contribuem para segurança
da América do Sul.
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