DNTV:
Defesanet acompanha operação das aeronaves
Fênix 02 e 03 em 14/10/2009
http://www.defesanet.com.br/04_dntv/091021_gam01.htm
Na madrugada do dia 17 de outubro, bandidos da facção
Comando Vermelho do Complexo do Morro São João
com o apoio de traficantes de outras favelas tentaram
invadir o Morro dos Macacos, controlado pela facção
rival ADA.
Para tentar controlar a situação as
guarnições dos 3º e 6º batalhões
da PMERJ apoiadas pelo BOPE e Choque invadiram o Complexo
do Morro São João. Houve um intenso
confronto com bandidos, que estavam escondidos nas
casas e dentro da mata existente nas proximidades.
O helicóptero Fênix 03 do Grupamento
Aéreo e Marítimo foi ao local e efetuou
o resgate de um policial ferido. Após deixá-lo
no hospital a aeronave procedeu o reabastecimento
e retornou à área do conflito.
No local, já estava em operação
o Fênix 02. Por doutrina operacional o GAM só
faz missões com fração mínima
de duas aeronaves. Ao sobrevoar a divisa do Morro
dos Macacos com Matriz, a aeronave do modelo Esquilo
foi alvejada por diversos disparos com munição
traçante provenientes do seu lado direito e
que atingiram a fuselagem, o tanque de combustível
e os tripulantes. Esta aeronave era a única
do grupamento que possuía blindagem no assoalho
capaz de resistir a projeteis de calibre 7,62mm. Também
era a única que nunca havia sido alvejada no
local onde havia sido blindada.
O tanque de combustível incendiou mas com o
vento da aeronave em voo as chamas ficaram na parte
de trás. Uma labareda de quase um metro incendiava
a parte traseira e a cauda do helicóptero.
Os pilotos declararam situação de emergência
e informaram que havia tripulantes vítimas
de armas de fogo. O Fênix 02 que voava num nível
superior também observou as chamas e iniciou
o acompanhamento para o resgate em combate.
Segundo informações do site “Piloto
Policial”, o Capitão Marcelo Vaz conduziu
a aeronave por alguns segundos em voo avisando que
estava caindo. Iniciou uma aproximação
em procedimento de emergência para um campo
de futebol de terra, em frente à favela do
outro lado da rua, seguido pela outra aeronave. Na
reta final, com várias luzes do painel de alarme
já acesas, o piloto teria cortado o motor (corte
combustível) e teria perdido também
o hidráulico, pousando em auto-rotação
no campo.
Com o impacto do pouso forçado, o helicóptero
fez um giro e acabou virando de lado. Os tripulantes
que estavam vivos abandonaram a aeronave que imediatamente
foi consumida pelo fogo. Um dos atiradores, Cabo Patrício,
abandonou o helicóptero com o corpo completamente
em chamas e com a perna perfurada por um tiro de fuzil.
A tripulação do Fênix 02 altera
a missão de apoio policial para a de Combate
SAR e pousa no campo para resgatar seus companheiros.
Os policiais correram para ajudar o Cabo Patrício.
Enquanto tentavam apagar o fogo a munição
dos policiais carbonizados começou a detonar
o que gerou um pouco de confusão, pois os policiais
pensaram que estavam sendo atacados pelos traficantes.
O Fênix 02 realiza a evacuação
aeromédica do militar que tinha queimaduras
em 80% do corpo e veio a falecer dois dias depois.
O Grupamento Aéreo e Marítimo do Rio
de Janeiro é a única unidade de aviação
de polícia militar a operar permanentemente
em operações de combate urbano. É
reconhecida hoje como a mais experiente no mundo neste
tipo de teatro de operações. Agora,
o GAM foi o responsável por realizar a primeira
missão de resgate em combate (Combate SAR)
na história da aviação militar
do Brasil.