Comentário
da Semana de Gelio Fregapani
Assuntos:
Crise, Petrobrás e manutenção da
paz
O
evoluir da crise
(Inevitável? O pior será quando o dólar
perder o valor)
Sabemos
que os financiadores do Tesouro dos EUA, como a China
e a Índia perderam inteiramente a confiança
na capacidade de os EUA colocarem em ordem as suas casas
monetária, financeira e economica antes que as
repercussões da sua política se manifestem
com força total. Estão preparando ações
que afastarão o dólar para as franjas
da política monetária e financeira internacional.
Mesmo sem isto o dólar não resistiria.
Uma
das manobras dos causadores do colapso para manter seu
poder é impingir de novo o FMI para reger a economia
dos países afetados, mas deixando de fora os
dois mais endividados, os EUA e o Reino Unido. Na verdade
mantendo-os como seus controladores. Outra fazer dos
direitos especiais de saque emitidos pelo FMI a nova
moeda mundial. Ora, quem deseje progredir deve se manter
longe do FMI e rejeitar qualquer moeda mundial, desatrelando-se
das reservas em títulos dos EUA e outros em dólares,
nacionalizando sua economia e governando-a soberanamente.
A compra de dólares para “recompor as reservas”,
quando se sabe que ele perderá o valor é
uma re nomada tolice, se não for coisa pior.
Negócio da China (para os chineses)
(A China levará nosso petróleo por apenas
13 dólares o barril)
O
Brasil faz papel de otário no empréstimo
de US$ 10 bilhões à Petrobras, na verdade
uma venda em troca de 200 mil barris/dia de petróleo
por dez anos. Feitas as contas: a
China pagará US$ 2.739.726,02 por 200 mil barris/dia.
Cada barril sairá por US$ 13,70.
O preço do barril hoje, a pior cotação
dos últimos 10 anos, está em torno de
US$ 35-40. E já chegou a 150!!! É claro
que novamente subirá de preço.
Quanto
aos 10 bilhões, quanto valerão daqui a
um mês?
A
falácia dos empréstimos externos
(Ninguém
quer passar por ignorante reconhecendo que o rei está
nu)
Quando
um governo necessita de mais dinheiro (seja para construir,
seja para roubar, seja para fazer assistência
social) tem apenas quatro procedimentos possíveis:
Aumentar os impostos, emitir moeda ou títulos
do tesouro e pedir empréstimos externos.
Aumentar
impostos tem um limite; a partir de certo ponto a arrecadação
diminui, e se o imposto chegar a 100% a arrecadação
será zero. Emitindo moeda causará inflação,
pois haverá mais dinheiro do que mercadorias.
Títulos do tesouro, se vendidos internamente
desviarão o capital produtivo para especulação
e desequilibrarão as contas do governo pelo pagamento
de juros. Pior ainda para um país é pegar
empréstimos externos (ou títulos vendidos
no exterior, que vem a ser a mesma coisa. Dinheiro que
chega de fora, sem a produção correspondente,
causa inflação idêntica a emitir,
e ainda tem que pagar, periodicamente os juros. A dívida,
ainda por cima, gera uma dependência que conduz
a perda de parcela de soberania.
Para
mim era incompreensível como nossos governantes
preferiam pedir empréstimos a emitir, até
que um brilhante economista me contou como, no seu mestrado
nos “States” fora convidado a trabalhar
secretamente para eles e instado a conseguir emprego
no “governo brasileiro”. Teriam alguns de
nossos ministros da fazenda e presidentes do Banco Central
recebido o mesmo convite? E aceito?
CPIs
(O que se pode esperar)
-
Da Petrobrás - Certamente inibirá
exageros nos cabides de emprego a corregilionários
não eleitos. Talvez iniba também algum
futuro desvio de verbas, mas não descobrirá
culpados, pois dos onze escalados para investigar supostos
desvios, oito respondem a processos criminais no STF
ou receberam doações de campanhas de empresas
ligadas à estatal. O provável relator,
teve quase metade de sua campanha para o Senado, em
2002, bancada pela OPP, empresa incorporada à
Braskem, da qual a Petrobras é sócia.
-
Das ONGs – Se a CPI da Petrobrás
tende a ser neutralizada, a das ONGs ainda é
uma esperança. Ainda pode, deixando de lado as
questiúnculas político-partidárias
e a busca de culpados (que serão absolvidos na
Justiça), entrar a fundo na atuação
das ONGs para desnacionalizar a dividir o País,
o que é muito mais importante. Se for a fundo
descobrirá que muitas ONGs foram orientadas e
até financiadas por governos estrangeiros com
finalidade de dominação; Que estão
envolvidos os serviços secretos mais importantes
do mundo... Que falta faz uma Abin eficiente!
Quem
fica com o petróleo
A
busca pelo recurso mais escasso, o petróleo,
é o verdadeiro rosto da economia global, cujo
apetite supera os limites da sustentabilidade e da Justiça.
Com a descoberta do Pré-Sal não tem sentido
continuar o modelo criado no Governo FHC, que cede o
petróleo às concessionárias que
os produzirem. Entretanto o ministro das Minas e Energia,
Edson Lobão afirmou ao Financial Times que companhias
petrolíferas internacionais serão convidadas
a fazer ofertas para concessões nos enormes campos
"pré-sal" no Brasil já no próximo
ano. Até o Lula havia dito: Todas as nações
do mundo que descobriram muito petróleo mudaram
o marco regulatório. Só o Brasil não
o fez. Nisto ele tem razão. Verem os se são
apenas palavras, como outras tantas afirmações
presidenciais.
Acidente
do Legacy
(acidente de trabalho no Serviço Secreto?)
Os
laudos revelaram duas novas falhas: a de que os pilotos
omitiram a informação de que o jato não
possuía autorização para voar em
uma área tida como espaço aéreo
especial e a de que eles não fizeram uso do sistema
anticolisão em nenhum momento durante o vôo.
Os laudos concluíram também que o plano
de vôo continha uma informação falsa,
segundo o Ministério Público.
Em certo momento houve a suspeita que o Legacy poderia
estar espionando o “poço do Caximbo”,
para verificar se o Brasil estaria dando, secretamente,
continuidade ao seu antigo projeto de obter armamento
nuclear. A tentativa de fazê-lo sem ser identificado
poderia explicar porque haviam desligado o transponder
e saído da altitude prevista na área.
Que falta faz uma Abin eficiente
Podemos
garantir a paz?
Onde
há petróleo há conflitos. Não
importa em que medida a aparência de uma guerra
de culturas apareça vinculada às invasões
do Afeganistão e Iraque (e a ameaça ao
Irã), porque a realidade era, e é, que
se trata de guerras pelo petróleo
Atualmente,
a segurança de um país e a defesa de seus
legítimos interesses estão, na prática,
vinculadas à posse de armas nucleares e à
de ogivas de alcance intercontinental. No Brasil, dois
presidentes foram responsáveis pela fragilização
de programas de defesa militar do país: Collor,
quando em 1990, mandou acabar, no sul do estado do Pará,
com o "poço nuclear da Serra do Cachimbo"
e Fernando Henrique ao assinar, contra a opinião
dos militares, em 1997, o Tratado de Não Proliferação
de Armas Nucleares.
Talvez
o mais lúcido dos membros deste governo, Mangabeira
Unger é de opinião que deveríamos
desenvolver armas nucleares. Declarou ele: “Em
primeiro lugar, por causa dos nossos interesses, os
interesses nacionais brasileiros. Fica muito claro no
mundo que quem ata suas próprias mãos,
quem amarra suas próprias mãos é
levado muito menos em conta. Veja o grande contraste
dos privilégios de que desfruta a Rússia
nas organizações internacionais e no relacionamento
com os Estados Unidos e a posição minúscula
a que continua condenado o Brasil. Mas, em segundo lugar,
por conta dos interesses da humanidade, que são
mais importantes do que os nossos interesses nacionais.
O Brasil e seu governo estão cheios de defeitos.
Mas um defeito que nunca tiveram é ser beligerante
irresponsável, nesse particular, ao contrário
dos Estados Unidos. Não há nenhuma razão
para acreditar que o mundo ficará mais seguro
com armas nas mãos de Estados Unidos e de um
grupo pequeno de países como o Paquistão
e a Índia, mas não nas mãos do
Brasil - pelo contrário; a difusão de
armamentos nucleares em potências médias
até que se promova o desarmamento nuclear generalizado
aumenta a segurança mundial porque cria contrapartidas
à hegemonia dos Estados Unidos e inibe os Estados
Unidos do que tem sido o exercício irresponsável
de seu poder hegemônico”.
Coréia.
- Uma guerra para solucionar a crise?
É
improvável: Se a Coréia do Norte realmente
tiver a bomba e mísseis que a transportem jamais
será atacada. A não ser que esses artefatos
possam ser destruídos antes do uso.
Até
a próxima semana, se Deus quiser.
Saudações
patrióticas
GF
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