Disputa por venda de
caças está fortíssima,
diz Jobim
O
ministro da Defesa, Nelson Jobim, voltou a afirmar
nesta sexta-feira que a disputa entre os fabricantes
para fornecer os aviões caça ao
Brasil está "fortíssima",
mas evitou polemizar. "Não entro
em briga de empresa", disse, após
visitar o Centro Tecnológico do Exército
(Cetex), na zona oeste do Rio de Janeiro.
O
Ministério da Defesa pretende anunciar
o vencedor da licitação para a
compra de 36 aviões caça até
o fim do ano. A Aeronáutica ainda avalia
as propostas recebidas. Entre os concorrentes
estão os aviões Rafale, da francesa
Dassault, os caças Super Hornet, da americana
Boeing e o Gripen NG, da empresa sueca Saab.
De
acordo com o ministro, o principal objeto da
polêmica entre os fornecedores é
a questão da troca de tecnologia e destacou
que, neste ponto, os Estados Unidos não
têm antecedentes favoráreis. "O
problema com os Estados Unidos são as
questões do passado. O passado é
um grande exemplo de embargo da transferência
de tecnologia. Hoje assistimos isso aqui (Cetex)."
Jobim
afirmou que durante a visita ao centro tecnológico
ouviu relatos dos militares denunciando que
as empresas americanas só iriam fornecer
tecnologia para a conclusão de equipamentos
militares, como baterias, pilhas térmicas
e propelentes, daqui a 10 anos.
A
dificuldade de concretizar acordos de troca
de tecnologia, na avaliação do
ministro, é um problema para vários
países. "Isso faz parte do jogo",
afirmou, "todos os países do mundo
não querem que os outros se desenvolvam
tecnologicamente. Mas o Brasil vai se desenvolver",
disse.