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EUA
reforçam contrapartida
(Ellen
Tauscher - Subsecretária de Estado para
Controle de Armas e Segurança Internacional
-
''Seria
uma pena não levar o melhor avião
e a melhor oportunidade'')
Patrícia
Campos Mello
Os
Estados Unidos melhoraram sua proposta de venda
dos 36 caças F-18 da Boeing para a Força
Aérea Brasileira (FAB). Se o governo brasileiro
comprar da Boeing os 36 caças da concorrência,
a Embraer automaticamente vai ganhar um contrato
para fazer a montagem das asas de 58 caças
Super Hornet destinados à Marinha dos Estados
Unidos.
O
governo americano argumenta que a proposta da
Boeing é melhor do que a dos concorrentes
porque já inclui um contrato adicional,
o dos 58 aviões da Marinha. Em contrapartida,
os ganhos adicionais das propostas da Suécia
(jatos Gripen da Saab) e da França (caças
Rafale da Dassault) dependeriam de venda desses
aviões para terceiros países."
E isso é importante, porque a França
tem grandes dificuldades de vender seu caça
para outros países", disse ao Estado
uma fonte do governo americano. No entanto, 12
dos caças F-18 seriam montados nos EUA,
e os 24 restantes no Brasil, para a empresa poder
cumprir os prazos de entrega, segundo a Boeing.
Em
relação à transferência
de tecnologia, outra preocupação
do governo brasileiro, os EUA argumentam que os
jatos suecos e franceses contêm tecnologia
americana - as turbinas dos jatos suecos são
produzidas nos EUA e partes do jato francês
também. "Eles têm tecnologia
sensível que exigiu nossa aprovação
para a venda ao Brasil", disse a fonte do
governo americano. "E os próprios
franceses e suecos confiam na garantia de transferência
de tecnologia dos EUA, tanto que estão
oferecendo seus jatos para o Brasil, sem medo
de poder ter a venda bloqueada pelos EUA."
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